Soluções para o trânsito
  • Sustentabilidade no trânsito: carsharing e mais iniciativas

  • Quem vive em um grande centro urbano certamente já ouviu de taxistas, motoristas de ônibus e condutores no geral as mais variadas críticas quanto à mobilidade urbana da cidade. Não é para menos: à medida que as metrópoles vão crescendo, é natural que elas passem a enfrentar sucessivos problemas nesse sentido. Lotação do transporte público, engarrafamentos, ausência de vias alternativas e altos riscos de acidente são exemplos desse fenômeno.

    Essas questões se intensificaram na última década a partir de fatores como o aumento da renda média do brasileiro, a redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (incluindo os carros) e a concessão de mais crédito ao consumidor. A frota de veículos praticamente dobrou entre 2001 e 2012. Cidades como Curitiba, São Paulo e Porto Alegre registram cerca de um carro a cada dois habitantes conforme dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Esse expressivo número de carros nas vias acarreta em problemas diversos. Você sabia que o brasileiro gasta, em média, 32 dias do ano no trânsito? Segundo estudo apresentado no evento Summit Mobilidade Urbana 2019, nós gastamos cerca de 2h07 por dia em deslocamentos, entre idas e vindas.  A mesma pesquisa afirma que o ônibus e o carro particular são as modalidades de transporte mais utilizadas no país. Entretanto, havia um número significativo de respondentes que afirmaram ter deixado de utilizar carro particular nos últimos cinco anos por conta dos gastos excessivos

    No mesmo sentido, pesquisa encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha aponta que 74% da população brasileira é a favor de medidas que otimizem a utilização de veículos particulares. Já a Pesquisa de Mobilidade Urbana 2015, realizada em São Paulo, constatou que o trânsito é uma das áreas de maior preocupação da população da capital paulista, ao lado de itens como saúde e segurança pública. 

    A partir disso, soluções eficientes e criativas vêm surgindo nos últimos anos para reduzir as adversidades geradas pela urbanização e otimizar a locomoção das pessoas dentro das cidades. Pesquisadores, cientistas, empresários e diferentes autoridades buscam, muitas vezes com o auxílio da tecnologia, incorporar recursos que possam resolver os impasses do cotidiano em diferentes partes do mundo, considerando aspectos sociais, econômicos e ambientais.

    E quais são essas soluções?

    Nos últimos anos, tornou-se comum em muitas cidades do país a criação de faixas exclusivas para ônibus nas principais avenidas, buscando otimizar o tempo de deslocamento via transporte coletivo e encorajar a população a utilizar esse meio de locomoção. Da mesma forma, o uso de bicicletas vem sendo incentivado pelas prefeituras por meio da construção de ciclovias e ciclofaixas. Segundo levantamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de 2016, realizado em 10 cidades brasileiras, o uso de bicicletas como meio de transporte cresce ano após ano no país.

    Recentemente, o mundo também assistiu ao surgimento e popularização dos patinetes elétricos e das bicicletas compartilhadas. Tais serviços, geralmente habilitados via smartphone, servem de alternativa interessante para o transporte de curta distância e, aliados às ciclovias e ciclofaixas, constituem uma opção sustentável e eficiente para deslocamento no cenário urbano. Ainda, aplicativos de transporte privado como o Uber vêm sendo amplamente utilizados para facilitar a locomoção e reduzir os problemas ligados à mobilidade das metrópoles.

    Para além destas modalidades, uma alternativa recente vem tornando-se tendência mundial nos últimos tempos: carsharing peer-to-peer, serviço de aluguel de automóveis – geralmente via aplicativo de smartphone – que permite o uso de veículos particulares por curtos períodos de tempo. Com isso, pessoas físicas disponibilizam seus carros para outras pessoas, reduzindo drasticamente a quantidade de veículos nas cidades, bem como o tempo que os automóveis ficam parados nas ruas - desse modo, fomenta uma ocupação mais inteligente dos espaços públicos.

    Conforme estudo realizado pela Universidade da Califórnia, cada carro compartilhado retira, em média, de 9 a 13 outros veículos das ruas. Trata-se, portanto, de uma solução que traz resultados práticos quanto aos graves problemas acarretados por esse excesso de automóveis: a diminuição dos engarrafamentos, a consequente redução de poluentes, a otimização do tempo médio de deslocamento e a diminuição dos estacionamentos e da competição por vagas, por exemplo. No Brasil, empresas como a Omnicar oferecem esse serviço.

    Tendo isso em vista, é possível perceber que iniciativas públicas e privadas vêm buscando tornar as cidades mais sustentáveis e eficientes a partir de soluções criativas para os problemas ligados à mobilidade urbana. Assim, se faz possível que mais pessoas se locomovam com qualidade, diminuindo o número de carros nas ruas, reduzindo impactos ambientais e promovendo o bem-estar geral da população.

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