Quanto custa manter meu carro?
  • Quanto custa manter meu carro próprio e porque repensar o transporte individual

    • Autor Caio César Spillere
      Caio César Spillere
      • Publicado em
        25/5/2020
      • Atualizado em
  • Nos últimos anos, os custos de se ter um carro na garagem vêm levantando dúvidas quanto às suas vantagens. Manter um veículo, afinal, não é apenas abastecê-lo cotidianamente - há diversas despesas “ocultas” que podem pesar muito no bolso: seguro, revisões periódicas, estacionamentos, lavagem, entre outros.

    Há, também, os chamados custos financeiros. Dentre eles, podemos elencar a depreciação de bem, ou seja, a perda de valor do veículo com o passar dos anos - que conta, ainda, com a depreciação por quilometragem como mais um fator variável e determinante para esse desgaste natural do bem. Além do chamado custo de oportunidade, o dinheiro que você deixa de investir ao gastar com o carro. 

    Se, até o início da década, essas questões eram pouco discutidas, a popularização da educação financeira fez com que muitos brasileiros passassem a ver com preocupação constante as despesas trazidas pelos veículos.

    Ao mesmo tempo, novas alternativas de transporte urbano vêm mudando a maneira como nos relacionamos com a cidade, a exemplo dos serviços de transporte privado e do carsharing . Assim, é cada dia mais comum a prática de se repensar o uso do carro próprio em um cenário de tantas mudanças culturais, econômicas e tecnológicas.

    Quanto custa manter o meu carro?

    Para calcular os custos mensais e anuais de manter um carro próprio, é necessário lembrar que alguns desses valores dependem ou não da utilização do veículo.

    Entre as despesas que dependem da utilização automóvel, ou seja, os custos variáveis, estão: combustível; depreciação por quilometragem; multas; manutenção/revisão/pequenos reparos; pedágio; estacionamento; lavagem.

    Entre as despesas que não dependem da utilização do automóvel, ou seja, os custos fixos, estão: seguro; IPVA + DPVAT + licenciamento; depreciação de bem; crédito, vistoria.

    A conta, dessa forma, é simples: basta somar cada um desses custos e avaliar se manter um carro na garagem está valendo a pena ou não. Para facilitar esse processo, algumas plataformas se propõem a calcular os custos mensais e anuais do seu automóvel. Dessa forma, elas te ajudam a mensurar o verdadeiro custo do seu veículo apenas inserindo dados e respondendo perguntas.

    Em uma rápida simulação feita pelo nosso blog, estimamos que um carro popular do ano de 2011 gasta, anualmente, cerca de R$10.492,00.

    Simulação de custos do automóvel
    Simulação de custos do automóvel

    Para chegar a este valor, calculamos que os custos fixos do automóvel ficaram em R$440,00 por mês, enquanto os custos variáveis, em uma perspectiva otimista, ficaram em R$434,00, totalizando R$874,00 mensais.

    Assim, em pouco menos de 10 anos de uso, foram gastos quase 100 mil reais em um carro considerado econômico. E, segundo a própria ferramenta Autocosts, o custo médio anual no Brasil é ainda maior: R$16.929,00.

    Está surpreso? Pense que todo esse dinheiro, poupado, poderia ter sido aplicado em diversos investimentos – e é esse pensamento que vem se popularizando mundo afora e faz as pessoas se questionarem, cada vez mais:

    Vale a pena ter um carro em 2020?

    A resposta, como quase tudo na vida, é: depende. Trata-se de uma decisão muito pessoal. Mas a verdade é que, ao colocar os gastos na ponta do lápis, muitos usuários vêm percebendo que o carro próprio pode não ser uma opção tão vantajosa para o bolso. Segundo diversas pesquisas no Brasil e no mundo, o interesse do público jovem em ter um veículo próprio é cada vez menor.

    Dessa forma, com as novas demandas que surgem nos dias de hoje, alternativas de transporte mais econômicas e sustentáveis vêm ganhando espaço no cenário urbano. Trazem soluções para aqueles que querem transformar o seu carro em oportunidade de lucro e para aqueles que não querem adquirir veículo próprio, mas não abrem mão do conforto e da praticidade do transporte privado. 

    É o caso do carsharing, serviço de aluguel de automóveis – geralmente via aplicativo de smartphone – que permite o uso de veículos por curtos períodos de tempo.

    Carsharing é alternativa vantajosa para o bolso

    Considerado tendência mundial para os próximos anos, o carsharing peer-to-peer (P2P) destaca-se por permitir que pessoas físicas disponibilizem seus carros para outras pessoas, trazendo vantagens para ambas as partes. 

    Enquanto quem tem um carro, mas não o utiliza ao longo de todo o dia, transforma os custos em fonte de renda, as pessoas que não possuem um veículo podem utilizar os automóveis somente quando necessário, sem o ônus destes custos. Trata-se de uma solução inteligente que, além de trazer diversos benefícios aos usuários, diminui a frota de veículos nas vias, otimiza o fluxo de trânsito e, dessa forma, configura o uso do carro como uma forma racional e sustentável de se ocupar os espaços públicos.

    No Brasil, empresas como a Omnicar, que atua em Porto Alegre (RS), São Paulo e Campinas (SP), oferecem o serviço que, cada dia mais, parece protagonizar o futuro da mobilidade urbana.

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