Mulher usando uma calculadora
  • Por que os jovens estão repensando o sonho do carro próprio?

    • Autor Caio César Spillere
      Caio César Spillere
      • Publicado em
        23/7/2020
      • Atualizado em
  • A cultura do carro como objeto máximo de desejo permeia milhões de famílias e diversas gerações no Brasil, em uma relação que há mais de século tenta ser explicada por sociólogos e pesquisas científicas. Mesmo em meio à crise econômica advinda da pandemia da Covid-19, não deve ser deixado de lado esse padrão comportamental da população que manifesta o gosto pela direção e a preferência pelo uso do transporte individual. No entanto, serviços como os oferecidos por aplicativos de carsharing parecem trazer comodidades suficientes para que o sonho da aquisição do carro próprio fique para depois - ao menos para os mais jovens, especialmente quando falamos das gerações Y (os chamados Millenials) e Z.

    A verdade é que o desejo de comprar um carro não tem como se desassociar da atual situação de crise econômica desde o surgimento do novo coronavírus. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio de 2020 o país já registrava 7,8 milhões de postos de trabalho a menos, deixando desempregada mais da metade das pessoas em idade para trabalhar.

    Já o mercado automotivo sente o impacto de maneira imediata, em uma retração estipulada como uma volta de mais de 15 anos no tempo: o número de carros vendidos no Brasil em 2020 deve ser equivalente à realidade de 2004. A previsão, compartilhada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em junho deste ano, indica que serão comercializadas 1,67 milhão de unidades, contra 2,78 milhões vendidas ao longo de 2019.

    É preciso salientar ainda que essa dificuldade financeira já afeta em especial o jovem brasileiro há anos, como mostra um estudo publicado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em novembro de 2019. Baseado na análise dos dados oficiais do IBGE, o levantamento evidencia que a população entre 15 e 29 anos de idade é quem sofre o maior impacto na crise, com 14,7% de queda da renda média entre o último trimestre de 2014 e o segundo de 2019 - enquanto isso, no mesmo período, a queda do rendimento mensal do total da sociedade brasileira ficou em 3,7%.

    Nesse cenário, ascender profissionalmente ganhou traços especialmente complicados para a imensa maioria da juventude brasileira - que se locomove pelas cidades a pé, de bicicleta, com o transporte coletivo e, naturalmente, está mais aberta às saídas tecnológicas de mobilidade urbana, como o Uber e o carsharing.

    As barreiras financeiras que se erguem contra a ideia do carro próprio neste momento são grandes, mas também não são as únicas que explicam essa queda na venda de automóveis. Mesmo antes que a pandemia da Covid-19 pudesse trazer consequências sociais e culturais, as pessoas (especialmente os jovens) já buscavam alternativas para a mobilidade urbana. Afinal...

    Ter um carro sempre foi muito caro

    Conforme já repercutido em nosso blog (no post Quanto custa manter meu carro próprio e porque repensar o transporte individual), os gastos ao adquirir um automóvel são permanentes, indo muito além do valor pago no momento da compra. Estar em movimento pela cidade resulta em manutenção, pedágios, estacionamentos, lavagens, para além do alto valor de combustível. Mesmo parado na garagem, o tempo não é um aliado financeiro do carro: há a depreciação no valor de revenda, IPVA, DPVAT, entre outros custos.

    A verdade é que ter um carro próprio é um investimento no conforto. Porém, conforme os avanços tecnológicos ampliam as possibilidades de mobilidade, as novas gerações entram de vez na era do compartilhamento de veículos e das corridas por aplicativos.

    Tecnologia supre demanda do transporte individual

    Não é preciso ter um carro para andar de carro - e aqui não estamos falando da famosa carona. Atualmente, existem variadas opções para se obter todas as vantagens do automóvel no dia a dia. Aos que mantém preferência por dirigir, aplicativos de carsharing como a OmniCar trazem a opção de alugar um veículo de maneira facilitada e segura, obtendo todas as comodidades do transporte individual - que agora se mostram ainda mais pertinentes para evitar as aglomerações tão comuns em ônibus e trens. Impulsionados pela tecnologia, esses novos serviços também estão ancorados em conceitos sustentáveis - como a obtenção de maior eficiência dos carros para reduzir o trânsito e a ocupação das vias públicas - buscados, especialmente, pelas novas gerações.

    Ainda, quando observamos a parcela mais jovem da população, compreende-se que o smartphone é parte da rotina e um meio pelo qual ela busca otimizar suas atividades. Conforme pesquisa realizada em conjunto pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), pelo SPC Brasil e pelo Sebrae, 77% dos brasileiros entre 18 e 24 anos percebem suas vidas prejudicadas quando não estão com o celular. E fazer ligações telefônicas, aquilo que um dia foi a função primordial do aparelho, é citada em sétimo lugar por esse público, que prioriza ouvir música, acessar redes sociais, assistir vídeos, tirar fotos, trocar mensagens e jogar ao mexer no smartphone.

    Portanto, o comportamento do jovem como consumidor está em constante transformação e caminhando lado a lado com a tecnologia. Quando se soma a dura realidade econômica com os novos serviços de mobilidade, o mercado automotivo também acaba por ser impactado. E entre os inúmeros desafios que as novas gerações têm pela frente no Brasil, a aquisição do carro próprio certamente pode esperar.

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